Por que a alta do dólar prejudica países que nem tomaram empréstimos em sua moeda local?
Contexto
Em setembro de 1992, o Quantum Fund de George Soros vendeu libra esterlina a descoberto e forçou o Reino Unido a sair do Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio. A libra depreciou 15% em poucos dias. O episódio mostrou que compromissos de câmbio fixo são críveis apenas enquanto reservas e vontade política sustentam a defesa.
Taxas de câmbio ficam no cruzamento entre política monetária, comércio e fluxos de capital. A apreciação do dólar encarece exportações americanas e barateia importações, transferindo poder de compra ao exterior. A depreciação faz o inverso, mas eleva preços de importados e pode alimentar inflação.
Qué cubre
No curto prazo, taxas de câmbio são determinadas por fluxos de capital que respondem a diferenciais de juros, apetite por risco e expectativas sobre política futura. No médio prazo, a paridade do poder de compra exerce uma força de atração: moedas tendem a se mover na direção do nível que iguala o preço de uma cesta comum entre países.
Mundell-Fleming conecta câmbio, política monetária e produto em economia aberta. O modelo mostra que o efeito de uma expansão monetária depende de o câmbio ser fixo ou flutuante, e que um país não consegue manter câmbio fixo, livre mobilidade de capital e política monetária independente ao mesmo tempo.
Pregunta abierta
O que determina se uma moeda aprecia ou deprecia, e como isso afeta a economia real?